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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Você trabalha de graça?

Não estou dizendo de trabalho voluntário não, que é aonde você ajuda alguém em algo que você tem interesse e que possa fazer parte de um mundo melhor.

Mas sim daqueles "trabalhinhos" que as pessoas pensam ser um favor mas é o que exatamente você estudou durante muito tempo para fazer, com cursos e etc e vem aquele "amigão" e te fala "ah! mas é um negócio bem fácil...pra você, não demora nada" e quando agente fala que cobra e quanto cobra pois é um trabalho como qualquer outro, as pessoas acham ruim.

Fiz 4 anos de faculdade e mais de 6 cursos de especialização que somam um boa quantia de investimento para certas coisas parecerem "fáceis" aos olhos dos outros.

Há muitas diferenças entre o trabalho "de graça" o trabalho voluntário e o trabalho não remunerado.

O trabalho voluntário é aquele que você faz de vontade prórpria para ajudar outras pessoas que, por sua vez, o fazem para ajudar uma causa, ou seja, sem levar nenhum lucro financeiro nisso, somente com o intuito de ajuda. Como as meninas do "www.adoteumgatinho.com.br" ou as do "bordagato" que tem em seu trbalho voluntário unica e exclusivamente ajudar uma causa, neste caso, os gatinhos de rua (mas este tema eu me prolongarei no próximo post com mais novidades).

O trabalho não remunerado é aquele estágio que você "paga para trabalhar", para os que tem condições de ser bancado pelos pais, seu almoço e sua passagem, aproveita aquele tempo livre em alguns períodos dentro de uma empresa (agências de publicidade fazem muito isso) aprende como trabalhar em sua área de interesse, pega aquela experiência e a agência consegue uma mão de obra escrava barata (há controvérsias sobre este tipo de vínculo, mas pra quem está apto, boa sorte).

Agora o trabalho que chamo de "trabalho de graça" é aquele trabalho que uma pessoa pede para que você faça mas não quer pagar por ele, imaginando que você faça aquilo por hobby ou por diversão (pode até ser, mas é o trabalho que você escolheu para se sustentar) porém a finalidade da pessoa que te pede, ao contrário do trabalho voluntário é obter lucro com o que você criou. Um exemplo é aquela pessoa que quer que você faça desde um folheto ou até mesmo toda a rede social online dele (facebook, twitter, linkdein e aparecer em primeiro no google).

Porque ele é tão diferente
 

Um folhetinho simples: ele pega a sua criação (que é 100 vezes mais atrativa que a da gráfica que custa 15 reais "para criar o arquivo") imprime e atrai clientes e lucro com a comunicação que você fez.

Um negócinho na web:
você tem um patcha de um trabalho aprendendo sobre as redes sociais desvendando suas infinitas ferramentas e tentando integrar um coisa na outra e o cara não quer te pagar porque ele pensa que as ferramentas são gratuitas e ele mesmo pode fazer mas não faz.

Então se você faz isso tudo e insere a empresa da pessoa no mundo online (já que nem todas as empresas precisam de um site) e gera negócios para ele, afinal as pessoas pesquisam sobre o produto que ele vende e (olhe só) ele está no google maps! no Twitter, no Facebook, em uma comunidade do Orkut, no Mercado Livre, tudo ao mesmo tempo. Então mais um vez ele fecha negócios e vende através das coisas que você proporcionou à ele.

Seja um cartão de visitas, um folheto, um banner um site ou o projeto de web, tudo isso é a comunicação da empresa e será a porta de entrada para o cliente, ou mesmo a única lembrança que ele terá da marca.

Então porque é tão difícil entender que fazer este trabalho tem preço??

Se é tão simples porque a própria pessoa não faz? faça os cursos e vá em frente. Por esta razão há tantos trabalhos ruins no mercado.

A ferramenta do desenhista é o lápis, a do pintor é um pincel, não pense que somente fazer o curso "Adobe" nas Microlins da vida o deixará apto a gerar negócios para sua empresa.


O preço do tempo

Outro ponto interessante é que você deixa de se divertir para fazer os "favorezinhos facinhos" que a pessoa te pede, sou seja, você perde tempo, que é um dos elementos mais escassos nos dias de hoje. Quanto vale aquela pestaninha que você deixa de tirar para fazer este trabalho? quanto vale a balada ou o cinema que você deixa de ir para ficar trabalhando em frete ao computador nos finais de semana, local que você já passa cerca de 12 horas por dia no seu "trabalho real"? então é este o preço que tem que ser cobrado.

Se você pede a um vendedor que ele venda algo para você ele não deixará de pedir comissão, certo? pois este é o trabalho dele, por mais fácil que seja para ele, é a sua profissão.

Valorize seu próprio trabalho, e se mesmo assim a pessoa não quiser, paciência. Melhor perder stress, do que ganhá-lo.


A qualidade do resultado

Acredito que não seja somente "euzinha" que pense assim mas a qualidade se um trabalho está diretamente ligada à recompensa que você terá no final. Seja ver um projeto que você apóia crescer, seja o desenvolvimento do seu senso criativo e/ou habilidades no início de carreira, que você tem mais tempo para aprender, ou mesmo uma peça bacana para o seu portifólio.


Esta qualidade, ao contrário do que se pensa, não é "facinha" ou "simplezinha" de se conseguir e exige tempo e dedicação. Mais importante do que pedir favores é saber medir resultados: como fazer isso com um trabalhinho meia-boca FEITO DE FAVORZINHO?

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Por que nem todas empresas precisam de um site

Pesquisando em dados na web descobri que nada menos que 99% das empresas no Brasil são consideradas pequenas e médias, então imagine a quantidade delas que tem pouco ou nenhum contato com a internet.

Por preconceito, por pensar que é caro ou por achar que não faz diferença, ou que basta ter um sitezinho capenga e desatualizado já é o suficiente.

Foi-se o tempo em que as empresas anunciavam e os clientes corriam abanando os rabinhos ou que elas eram as únicas a fazer aquilo e “contente-se e agradeça”. Hoje os clientes fazem suas aquisições conscientemente e sempre pesquisam antes de efetuá-la: por opiniões de terceiros, por informações do produto na empresa, por quantas empresas também podem ajudá-lo. Eu mesma, como consumidora, penso que seria tão bom encontrar os serviços que procuro em alguma região que não conheço somente pesquisando no Google.

As empresas têm idéia da cara delas na internet? Se tem alguém reclamando de seus produtos por um problema que poderia ter sido facilmente resolvido? Ou se as pessoas estão procurando os concorrentes simplesmente porque eles são mais fáceis de ser encontrados?

A compra é um diálogo e não mais um monólogo da empresa ou mesmo uma reclamação do cliente. E o cliente dará preferência para quem mantém este diálogo ativo em uma via de mão dupla ou começará um novo diálogo com quem ele achar primeiro lá no Google e fazer o teste novamente.

O ponto é que nem todas as empresas estão cientes disso: presença na internet nem sempre é ter o site elaborado pelo sobrinho que fez curso técnico de Dreamweaver.

Este é um nicho, enorme mercado à ser explorado por nós publicitários de plantão. Não é porque o cara não tem grana para pagar o desenvolvimento de um site que ele não pode pagar uma consultoria em mídias sociais, colocar seu endereço no Google Maps, comprar alguns clique no Google, ou seja, o desenvolvimento de conteúdos nos lugares certos para que o cliente encontre-o.

Maior efetividade e resultado, acredito que é este o pensamento de quem tem pequenas e médias empresas para gerenciar e não pode se dar ao luxo de contratar uma pessoa exclusivamente para comandar a porta online dele ou mesmo para abrir uma pequena janela.


Ideias: Trabalhar a web para pesquenas e médias empresas, adequar as propostas para cada empresa.